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Primeiro o nome já que, apostamos nós, despertou a sua curiosidade.
Pois, lamentamos desiludi-los, não tem nada de especial ou de caricato
a assinalar. A designação “República
do 69” advém, simplesmente, do número
da porta do prédio onde se situa que é, adivinhou, o 69
- sessenta e nove - !!! Mas esta não foi a primeira designação que a República teve, aliás, nem sequer se chamava “República” ! Esta “casa” foi fundada em 5 de Novembro de 1959 por iniciativa do Padre Roque Cabral e do Engº. João Luís Leal Ribeiro Faria para corresponder às insistências dos então estudantes universitários, Jaime de Almeida, Jaime Salgueiro, José António Ramirez, entre outros, que se queixavam da inexistência de habitação, económica, para os milhares de estudantes que, todos os anos, chegavam a Lisboa. “FRATERNIDADE DE CRISTO REI” foi o nome escolhido. Fraternidade, daí a designação de “fraternos” para todos os membros da “casa”, porque se prendia incutir um espírito de saudável convivência entre todos os futuros membros. Cristo Rei, devido à forte influência católica a que se deve a fundação desta “casa”. Assim, embora a gestão de todos os assuntos da “casa” nunca ter deixado de ser feita pelos fraternos e suportada pelos mesmos, a Fraternidade era regida pelos moldes de um Lar católico existindo, por isso, um Responsável eclesiástico Padre Roque Cabral que assegurava a continuação do cumprimento dos princípios que levaram à criação da fraternidade. Então sediada na Av. Elias Garcia nº40 R/c passou, em meados dos anos sessenta, a estar sediada (ainda está) na Av. Duque D’Ávila nº 69 3º Esq., passando, por tradição oral ou por “malandrice” conforme o contexto que lhe quiser atribuir, a ser apelidada por República do 69, por alturas do 25 de Abril ( sim, esse mesmo, o de 74!! ), e a figura de Responsável eclesiástico foi abolida. Foi em 1994 que, por despacho do Magnífico Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Doutor Simões Lopes, nos emancipamos como República de estudantes universitários ao ficarmos abrangidos pela Lei 12/85 de 20 de Junho após reconhecimento da Associação académica de Lisboa e das Repúblicas, então já como tal reconhecidas, Desordem dos engenheiros e do Santo condestável, passando a adoptar a designação oficial de “República do 69”. Nos dias de hoje, a República está dotada de um Estatuto e de um Regulamento interno tendo, inclusive, o estatuto de entidade equiparada a pessoa colectiva com o correspondente número de identificação de pessoa colectiva. A República está aberta a todos os estudantes universitários de Lisboa seja qual for a sua raça, religião, ideologias e sem qualquer tipo de discriminação sexual, embora, desconhecendo o motivo para que tal aconteça, os fraternos são todos do sexo masculino!! A aquisição da qualidade de Fraterno é decidida pelo orgão máximo da República, a R.G.F., Reunião Geral de Fraternos, que delibera, a favor ou contra, a entrada do candidato. Em caso de deliberação favorável o candidato adquire a qualidade de “Plebeu”, sendo ao fim de 6 meses sujeito a uma nova votação para, em caso de votação favorável da R.G.F., passar a ter a posição de membro de pleno direito ao adquirir a qualidade de Fraterno. |